terça-feira, 31 de julho de 2012

COMO PODEMOS AGRADAR AO SENHOR?



COMO PODEMOS AGRADAR AO SENHOR?

Pr. JACIR AILTON DA SILVEIRA, membro do CFP – Conselho Federal de Pastores sob o Nº. C-1280

Vemos uma situação estranha hoje em dia entre os que acreditam nas Escrituras como a palavra inspirada por Deus – os ensinamentos das mesmas Escrituras freqüentemente são ignorados. Porém a mesma passagem que afirma a inspiração divina das Escrituras também afirma a sua utilidade para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a educação na justiça (2 Timóteo 3:16-17 – “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra”).
A Bíblia não é uma coleção de histórias, fábulas, mitos ou idéias meramente humanas a respeito de DEUS. Não é um livro humano. A Bíblia é a PALAVRA DE DEUS. Através do ESPÍRITO SANTO, DEUS revelou sua pessoa e seu plano para certos crentes, os quais escreveram sua mensagem para o seu povo.
2ª Pedro 1.20-21 – “sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo”. A frase: “os homens santos de DEUS falaram inspirados pelo ESPÍRITO SANTO” significa que a ESCRITURAS não resultam do trabalho criativo de invenção ou interpretação própria dos profetas. DEUS inspirou os escritores, então sua mensagem é autêntica e confiável. DEUS usou os talentos, a educação e a formação cultural de cada escritor (eles não eram robôs sem cérebro); e ELE cooperou com os escritores de forma a assegurar que sua mensagem fosse fielmente comunicada através das próprias palavras que escreveram.
Este processo é conhecido como inspiração divina. Os autores escreveram levando em conta seus próprios contextos pessoais, históricos e culturais. Embora tivessem usado suas próprias mentes, talentos, linguagem e estilo, eles escreveram o que DEUS queria que escrevessem. A ESCRITURA é completamente fidedigna porque DEUS estava no controle do que estava sendo escrito. Suas palavras têm toda a autoridade sobre nossa vida e fé. A Bíblia foi escrita sob completa orientação e inspiração de DEUS. Leia-a e use-a os ensinos dela para guiar sua conduta.
A Bíblia inteira é a PALAVRA inspirada de DEUS. Por ser inspirada e fidedigna, devemos lê-la e aplicá-la à nossa vida. A Bíblia é o nosso padrão para testar tudo o que é declarado como sendo verdade. É a proteção contra os falsos ensinos e a fonte de direção para o nosso modo de viver. É a nossa única fonte de conhecimento sobre como podemos ser salvos. DEUS quer lhe mostrar o que é verdadeiro e lhe capacitar a viver para ELE.
Quanto tempo você dedica ao estudo da PALAVRA DE DEUS?
Leia-a regularmente para descobrir a verdade de DEUS e se tornar confiante em sua vida e em sua fé. Dedique-se a ler a Bíblia inteira, não apenas as passagens que você já conhece.
Em nosso zelo pela verdade da ESCRITURA, nunca devemos esquecer seu propósito – nos equipar para fazer o bem. Não devemos estudar a PALAVRA DE DEUS simplesmente para ampliar o nosso conhecimento ou para nos preparar para vencer as discussões. Devemos estudar a Bíblia de forma que venhamos a saber como fazer a Obra de CRISTO no mundo. Nosso conhecimento da PALAVRA DE DEUS não será útil a menos que fortaleça nossa fé e nos leve a fazer o bem.
Certamente, Deus não teria deixado para que nós decidíssemos como tratar a sua palavra.
Deixe-me sugerir uma experiência.
Eu consigo pensar em apenas quatro maneiras de como podemos utilizar a palavra de Deus.
Coloquemos estas possibilidades diante de nós e examinemos cada uma delas à luz do ensinamento bíblico para vermos qual é agradável (ou quais são agradáveis) a Deus.
Quais são estas quatro possibilidades?
          1. FAZER O QUE DEUS MANDA NÃO FAZER.
          2. FAZER O QUE DEUS NÃO MANDOU FAZER.
          3. FALHAR EM FAZER O QUE DEUS MANDOU FAZER.
          4. FAZER O QUE DEUS MANDOU FAZER.
Há exemplos de todas estas abordagens de como servir a Deus, então deveremos encontrar como Deus reage a cada uma delas.
1 – FAZER O QUE DEUS MANDA NÃO FAZER.
Nos dez mandamentos, Deus disse: “Não farás para ti imagem de escultura” (Êxodo 20:4). Durante os próximos dias Deus fez uma aliança com os israelitas que teria como base a obediência do povo à palavra do Senhor (Êxodo 19:5-6; 24:3,7). Quando a aliança estava feita, Deus chamou Moisés para a montanha por quarenta dias (Êxodo 24:13-18). Ao final deste tempo o povo se tornou mais impaciente e exigiu que Arão fizesse um bezerro de ouro para eles (Êxodo 32:1). Arão fez uma escultura de um bezerro de ouro, e as pessoas a adoraram (Êxodo 32:2-6).
Claramente, o povo fez o que Deus mandou não fazer.
Como Deus se sentiu sobre o comportamento de Israel? Ele disse a Moisés que “o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu” (Êxodo 32:7). Então Deus disse a Moisés, “Deixa-me, para que se acenda contra eles o meu furor, e eu os consuma” (Êxodo 32:10). Obviamente Deus não se agradou. Moisés juntou os levitas, e saíram no meio do povo e mataram cerca de três mil pessoas, talvez as mais envolvidas (Êxodo 32:25-29). Pela leitura de Êxodo 32 a 34, é muito claro que esta abordagem à palavra de Deus não funcionou.
De fato foi um desastre.
2 – FAZER O QUE DEUS NÃO MANDOU FAZER.
Repare a diferença entre esta abordagem e a anterior. Neste caso, não estamos pensando em fazer o que Deus proibiu. Estamos pensando em alguém fazer algo no louvor que Deus não mandou.
A Bíblia conta a história da consagração de Arão e seus filhos ao sacerdócio (Levítico 8 e 9). Deus havia instruído cuidadosamente a Moisés, Arão e seus filhos o que fazer para as cerimônias de consagração (Êxodo 29), e estas instruções haviam sido cuidadosamente seguidas (Levítico 8 e 9). No mesmo dia em que Arão começou no seu papel, a Bíblia diz: “Nadabe e Abiú, filhos de Arão, tomaram cada um o seu incensário, e puseram neles fogo, e sobre este, incenso, e trouxeram fogo estranho perante a face do Senhor, o que lhes não ordenara” (Levítico 10:1). A coisa estranha sobre o fogo foi que Deus não havia ordenado. Nadabe e Abiú fizeram o que Deus não mandou fazer.
Deus se agradou? “Então, saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu; e morreram perante o Senhor” (Levítico 10:2).
Obviamente, Deus não apreciou o que haviam feito.
Nos versículos seguintes Deus implica claramente que, quando Nadabe e Abiú fizeram uma oferta de louvor que ele não havia mandado, isso não o santificou (Levítico 10:3). Assim temos um veredicto claro de Deus de como ele vê quando os homens fazem o que ele não mandou. Esta abordagem não funciona.
3 – FALHAR EM FAZER O QUE DEUS MANDOU FAZER.
Quando os filhos de Israel saíram do Egito, viajaram até Monte Sinai. No caminho os amalequitas esperaram escondidos e pegaram os desfalecidos entre os israelitas, os abatidos e afadigados. (Deuteronômio 25:17-18). Josué levou o povo a uma batalha para afastar Amaleque (Êxodo 17), e naquela hora Deus disse a Moisés: “Escreve isto para memória num livro e repete-o a Josué; porque eu hei de riscar totalmente a memória de Amaleque de debaixo do céu” (Êxodo 17:14,16).
Deus é o Deus de toda a terra, e o juiz de todas as nações. Ele determina se as nações se levantam ou caem. Nos dias do rei Saul, Deus decidiu cumprir a sua palavra e executar a sua vingança em Amaleque (1 Samuel 15). As suas instruções para com Saul foram: “Vai, pois, agora, e fere a Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver, e nada lhes poupes; porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos” (1 Samuel 15:3). Esta ação não envolvia apenas uma ação militar contra um inimigo, em que se tomaria os bens de um inimigo conquistado. Nesta campanha, Saul e Israel agiriam como o braço de Deus. Assim, não poderiam tomar bem algum, nem poupar inimigo algum.
Saul desceu e “destruiu” os filhos de Amaleque, com exceção do rei, Agague. Ele matou todos os seus animais, com exceção dos melhores de suas manadas (1 Samuel 15:8-9). Saul não destruiu tudo conforme Deus lhe havia mandado. Quando Deus observou a falha de Saul em fazer o que lhe havia sido mandado, ele disse a Samuel: Saul “não executou as minhas palavras” (1 Samuel 15:11). Samuel foi encontrar Saul e lhe contar do desagrado de Deus. Quando Saul encontrou a Samuel, o rei disse: “Bendito sejas tu do Senhor; executei as palavras do Senhor” (1 Samuel 15:13).
Saul disse que havia cumprido o mandamento do Senhor, e Deus disse que Saul não havia cumprido seu mandamento.
Samuel disse a Saul: “Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1 Samuel 15:23). Claramente, esta abordagem não agradou a Deus, e não lhe agradará agora.
Temos que ter certeza quando louvamos a Deus que fazemos de acordo com o que ele disse, e não com o que ele não disse.
4 – FAZER O QUE DEUS MANDOU FAZER.
A través da Bíblia, a única abordagem que agrada a Deus é lhe obedecer no que ele manda. Porém esta questão envolve muito mais do que isso. Deve-se lembrar que ao lidar com a palavra de Deus, estamos lidando com Deus. A coisa que Deus exige é uma reverência para com ele que comove até a obediência, seja esta obediência em relação a uma proibição, ou uma questão de honrar o silêncio de Deus, ou de examinar as Escrituras para ter certeza daquilo que ele quer.
Quando Deus repetiu a Isaque as promessas dadas a Abraão, ele disse que cumpriria estas promessas, “Porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandados, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis” (Gênesis 26:4-5). Quando Saul falhou em cumprir o que Deus lhe havia dito, Samuel disse a ele: “Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (1 Samuel 15:22).
O coração de um filho amável procura obedecer ao pai. Se amarmos a Deus, vamos querer fazer a sua vontade, independente de como ele expressá-la. Jesus falou daqueles que estavam dispostos a fazer a vontade do Pai (João 7:17). A prova mais verdadeira da devoção a Deus não é simplesmente fazer a sua vontade, mas fazer a sua vontade porque assim desejamos.
Amém!!!
DEUS abençoe...


Amém!!!
Pr. JACIR AILTON DA SILVEIRA – Teólogo
Comunidade Cristã de Umuarama
Membro do CFP – Conselho Federal de Pastores desde 07/2010, sob nº C-1280
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